Esquecer é uma palavra forte. Tão forte quanto amar ou sofrer. Mas os dois últimos mencionados são mais fáceis pra quem sente e pra quem estimula. Agora esquecer alguma coisa ou alguém parte de você e você tem que estimular. Consideraria uma das mais difíceis sensações a serem sentidas e das decisões a serem tomadas.
Eu resolvi esquecê-lo e logo percebi que seria uma tarefa árdua. Não porque eu não queria fazê-la, mas porque coisas ruins ficam mais impregnadas a nós do que as próprias coisas boas. Quantas vezes você já se esqueceu de um momento muito bom, mas não conseguira esquecer-se da primeira briga com seu melhor amigo.
As cartas estavam na mesa, só restava à mim escolher qual seria a cartada. E eu tomei a minha decisão. Em um final de tarde qualquer visitei o lugar aonde tudo tinha começado. Porque não terminar as coisas onde elas começam? Sentei-me em um banco e por sorte um casal postou-se a minha frente. Consegui nos imaginar em tais lugares. Uma brisa gélida bateu sobre meu rosto.
Naquele local havia apenas o tal casal e um senhor com uma criança que brincava sobre um pneu, para cá e para lá. O sol ia se pondo quando o senhor resolveu se retirar. Imaginei cada momento pelo qual tínhamos passados juntos. Imaginei cada detalhe. Podia sentir como se nós dois estivéssemos ali, novamente.
Eu poderia ter me arrependido do erro que cometi em sua presença. Mas sinceramente, não foi isso que aconteceu. Eu até fiquei feliz pela decisão que tomei. Tentei imaginar o que poderia ter acontecido se um “não” fosse transformado em um “sim” e nada apareceu em minha mente. Foi como se um bloqueio tomasse conta da minha mente.
E eu agradeci por não poder imaginar e assim não me penitenciar. O som da música emitida pelos fones de ouvido começou a me atordoar. O casal começou a se beijar e eu olhei para os lados e já não estávamos presentes. Imaginei as causas do sentimento, do sofrimento e do amor. E por fim, as que levariam ao seu esquecimento. Esquecer é uma palavra forte, naquele momento pude tirar a prova dos nove.
Decidi que ficar presa sobre um mundo fantasioso já não era certo. Certo ou não, eu não queria mais. E assim eu sai daquele lugar, melhor. Não que existisse um sorriso de orelha a orelha estampado em minha face. Mas dentro de mim tinha sido plantada uma sensação extremamente prazerosa e eu não queria que ela saísse de lá tão cedo. Pena que nem tudo que queremos, nós podemos.
Mil beijinhos =*
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
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liindo! by aninha
ResponderExcluiraninha logando meu blog, hahahahaha! *-*
ResponderExcluirlindo *-*
ResponderExcluirPost maravilhoso Maju, parabéns *-*
ResponderExcluirliindo texto, adoreei *-*
ResponderExcluire concordo com você! õ/
beiijos