Um vazio tomou conta do meu interior. De fato, nada mais cabia ali. Nem mesmo que se quisesse tão pouco se pudesse preencheria tal lugar com algo ou alguém. Admito, quis os dois, nenhum pude ter. Ah, quem dera se querer fosse poder. Era impossível descobrir se dentro de mim ainda batia um coração. Talvez as pulsações fossem baixas, talvez não existissem mais. Ele precisava de alguém para pulsar, mas no momento não encontrara ninguém. Senti como se desmoronasse, como se um vento forte batesse em um castelo de areia e eu não pudesse impedi-lo de ir embora. Estava mais do que nada hora de esquecê-los, mas antes deveria descobrir o que se passava pela minha mente, tão sozinha e escura. Precisava que alguém a iluminasse, pois sozinha, nunca fui nada, nem serei. Às vezes minha mente martelava na mesma tecla, será que um dia eu seria feliz no amor? Será que um dia as pessoas cumpririam aquilo que prometeram? Será que um dia meu coração voltaria a bater? Eu sabia as respostas, mas fiz com que fossem embora. Tinha conseguido, mais uma vez, me iludir. Por mais uma vez fui a menina iludida, a sonhadora, aquela que acreditava em conto de fadas. Mas isso vai parar, porque logo a razão irá falar mais alto que o coração, eu garanto.
Mil beijinhos =*
N.A: Escrevi esse texto há muito tempo, e como resolvi voltar com o blog, nada melhor do que retomar algumas idéias, I guess.

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