segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Congrats, heartbreaker...

Sofrer. Sofrer por amor. Sofrer por mim. Sofrer por você. Sofrer por nós. Porque toda vez que eu te vejo meu coração fala por mim? Porque toda vez que você está perto eu te perco? As batidas dentro de mim falam mais alto. É como se você nunca deixasse de estar ali, onde sempre esteve. Parece que todo o corpo que toco, todo rosto que vejo, toda boca que beijo, me trás você de volta. Será que um dia vou entender porque é tão simples pra você fingir que tudo não passou de uma tarde? Mais uma... Eu, sinceramente, não entendo porque você me prende tanto ao passado que eu quero esquecer. As minhas noites mal dormidas, as nossas brigas, o nosso sentimento, o que sentíamos um pelo outro era tão real. E acabou. Não existem finais felizes. Eu pensei que você estaria aqui agora. Eu me imaginei e você, noites seguidas, abraçados enquanto você afagava meu cabelo e dizia que me amava. Só que eu não sabia quem era você. E eu sei que quando meu coração para de bater por você, ele simplesmente para. E não volta a bater. E eu me sinto fria como gelo. Porque todo ar tem seu perfume? Porque toda música tem a nossa batida? Porque tudo me leva de volta a você? E quando isso está prestes a acabar, você consegue, novamente... Você consegue aparecer e meu coração desaparece. Você consegue me levar de volta a você. Parabéns, destruidor de corações.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Bom sonhos..

Ainda era cedo quando brigaram. Palavras mórbidas ecoaram ao seu ouvido. Um sentimento inferior tomou conta de seu corpo. Não queria mais ouvir falar do tal menino. Resolveu então tomar um banho para tirar a ansiedade de si. Não obteve resultado. Talvez tivesse obtido, mas não fora o desejado. Trajando um pijama de seda, a menina se dirigiu a cozinha. O menino tomava conta de sua cabeça. Preenchia-a por completo. Era como se não houvesse escolha, só pensava nele. Horas haviam se passado e ela ficava martelando o fato ocorrido. Ela se deu conta, então, de que estava apaixonada por um idiota. Perguntara-se em voz alta porque aquele tipo de coisa só acontecia com ela, não ouviu resposta alguma. O coração batia de forma acelerada e ela se questionava o “porque”. Eles haviam brigado por algo tão ridículo quanto à paixão dela. Se tudo na vida tem um porque, uma explicação, para ela não tinha. Porque ela era apaixonada por ele? Porque eles haviam brigado? Porque o coração batia daquela forma? Talvez fosse por amor. Ela negava, mas talvez essa fosse à única explicação, ainda que irracional, para todas as perguntas dela. Caminhou morosamente até sua sacada e sentou-se no parapeito da janela. Observava a lua e a luz que a mesma emitia. A lua parecia sempre triste. Estava tão longe que a mão da menininha não podia alcançar. Então se conformou em apenas observar sua beleza e interpretá-la do jeito que bem entendera. Correu em direção a cama e por tempos virou-se de um lado ao outro, sem parar. Passou parte da noite em claro. E depois, apagou de cansaço. Mal sabia ela que estaria prestes a encontrar novamente seu amado, só que dessa vez, em seus sonhos.

sábado, 15 de maio de 2010

Aqui me vejo presa revirando o passado, negando o sentimento.

Ali te vejo preso desejando o passado, exaltando o sentimento.

Insistindo que queremos o mesmo.

Mas digo que não, amor.

Quando me sentes longe e me queres perto.

Te sinto perto e te quero longe.


N.a: Créditos a @beebaldessarini e mil beijinhos =*

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O code-nome da Solidão

Um vazio tomou conta do meu interior. De fato, nada mais cabia ali. Nem mesmo que se quisesse tão pouco se pudesse preencheria tal lugar com algo ou alguém. Admito, quis os dois, nenhum pude ter. Ah, quem dera se querer fosse poder. Era impossível descobrir se dentro de mim ainda batia um coração. Talvez as pulsações fossem baixas, talvez não existissem mais. Ele precisava de alguém para pulsar, mas no momento não encontrara ninguém. Senti como se desmoronasse, como se um vento forte batesse em um castelo de areia e eu não pudesse impedi-lo de ir embora. Estava mais do que nada hora de esquecê-los, mas antes deveria descobrir o que se passava pela minha mente, tão sozinha e escura. Precisava que alguém a iluminasse, pois sozinha, nunca fui nada, nem serei. Às vezes minha mente martelava na mesma tecla, será que um dia eu seria feliz no amor? Será que um dia as pessoas cumpririam aquilo que prometeram? Será que um dia meu coração voltaria a bater? Eu sabia as respostas, mas fiz com que fossem embora. Tinha conseguido, mais uma vez, me iludir. Por mais uma vez fui a menina iludida, a sonhadora, aquela que acreditava em conto de fadas. Mas isso vai parar, porque logo a razão irá falar mais alto que o coração, eu garanto.

Mil beijinhos =*


N.A: Escrevi esse texto há muito tempo, e como resolvi voltar com o blog, nada melhor do que retomar algumas idéias, I guess.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Fingimento

A: É o melhor pra ti.
B: É realmente o melhor fingir que nada disso aconteceu?
A: São lembranças boas que tens dele?
B: Algumas... Tudo bem, não.
A: Porque ficas te martilizando?
B: Talvez eu queira, talvez precise, talvez haja necessidade.


Eu fico perguntando se tomei a decisão certa ao tentar lhe esquecer. Parecia que quando o amava me sentia completa. Não, não que não o ame agora, mas já não é a mesma coisa. Toda vez que fecho os olhos sou tomada por uma sensação mais forte que eu. Toda vez que fecho os olhos a imagem dele é aquela que enxergo. Como se fosse fácil, tenho que fingir que não sinto nada. Que não sonho em tê-lo. Que não o quero em meus braços. Que não quero ouvir sua respiração. Sinto que estou enganando a mim mesma, por todo o tempo. E por mais que eu tente lhe esquecer, lhe esquecer não posso. Talvez porque com ele haja parte de meu coração, talvez porque o que resta palpite por tal. Às vezes sinto enjôo quando escuto seu nome. Às vezes tenho medo de tocar em tal assunto. Talvez ele não seja maduro para conversar sobre ou sentir o que sinto. Infelizmente, o coração enxerga uma realidade diferente daquela vista pelos olhos. E por mais que eu saiba que ele não se importa com meus sentimentos. Por mais que ele seja tolo e infantil como uma criança. Parte de mim o deseja. Como um sedento desejaria água. Como um alcoólico deseja a bebida. Ainda que muitos achem que é cedo para falar de tal forma, eu o desejo. Com todas as minhas forças. Como se fosse fácil, tenho que fingir que não sinto nada. Tenho que fingir que nada disso aconteceu. Se as lembranças são boas ou ruins, não é isso que dou importância atualmente. Eu sei que quero, preciso e que existe necessidade. Só não sei por quanto tempo isso continuará preso dentro de mim, me sufocando. E sinceramente, tenho medo de pensar nisso. Mil beijinhos aos que mentem a si mesmos =*
Esquecer é uma palavra forte. Tão forte quanto amar ou sofrer. Mas os dois últimos mencionados são mais fáceis pra quem sente e pra quem estimula. Agora esquecer alguma coisa ou alguém parte de você e você tem que estimular. Consideraria uma das mais difíceis sensações a serem sentidas e das decisões a serem tomadas.
Eu resolvi esquecê-lo e logo percebi que seria uma tarefa árdua. Não porque eu não queria fazê-la, mas porque coisas ruins ficam mais impregnadas a nós do que as próprias coisas boas. Quantas vezes você já se esqueceu de um momento muito bom, mas não conseguira esquecer-se da primeira briga com seu melhor amigo.
As cartas estavam na mesa, só restava à mim escolher qual seria a cartada. E eu tomei a minha decisão. Em um final de tarde qualquer visitei o lugar aonde tudo tinha começado. Porque não terminar as coisas onde elas começam? Sentei-me em um banco e por sorte um casal postou-se a minha frente. Consegui nos imaginar em tais lugares. Uma brisa gélida bateu sobre meu rosto.
Naquele local havia apenas o tal casal e um senhor com uma criança que brincava sobre um pneu, para cá e para lá. O sol ia se pondo quando o senhor resolveu se retirar. Imaginei cada momento pelo qual tínhamos passados juntos. Imaginei cada detalhe. Podia sentir como se nós dois estivéssemos ali, novamente.
Eu poderia ter me arrependido do erro que cometi em sua presença. Mas sinceramente, não foi isso que aconteceu. Eu até fiquei feliz pela decisão que tomei. Tentei imaginar o que poderia ter acontecido se um “não” fosse transformado em um “sim” e nada apareceu em minha mente. Foi como se um bloqueio tomasse conta da minha mente.
E eu agradeci por não poder imaginar e assim não me penitenciar. O som da música emitida pelos fones de ouvido começou a me atordoar. O casal começou a se beijar e eu olhei para os lados e já não estávamos presentes. Imaginei as causas do sentimento, do sofrimento e do amor. E por fim, as que levariam ao seu esquecimento. Esquecer é uma palavra forte, naquele momento pude tirar a prova dos nove.
Decidi que ficar presa sobre um mundo fantasioso já não era certo. Certo ou não, eu não queria mais. E assim eu sai daquele lugar, melhor. Não que existisse um sorriso de orelha a orelha estampado em minha face. Mas dentro de mim tinha sido plantada uma sensação extremamente prazerosa e eu não queria que ela saísse de lá tão cedo. Pena que nem tudo que queremos, nós podemos.
Mil beijinhos =*

sábado, 28 de novembro de 2009

"Eu parei de respirar.."

Já parou pra pensar que existem dias em que nada parece dar certo? Mas acho que você nunca teve um dia em que tudo, realmente, tivesse dado errado. Pois é, hoje é o meu dia. Por isso, talvez por outros também, estou criando um blog. Já vou avisando que escrevo mal e que escrevo sobre coisas que apenas interessam à mim. Para economizar algumas folhas de papel, em consideração as arvores ou até a minha própria mão, que doeria um pouco, vou me poupar de comprar um diário e escrever aqui. Bom, um dia tem 24 horas, não? Então vamos voltar ao inicio do meu. A noite começou muito bem. Mas sempre tem coisas que estragam, não é? Não é que eu goste de coisas escondidas mas certas coisas podem ficar longe de nossos ouvidos e se puder ficar melhor, de nossos olhos. Eu não sei se alguém seria capaz de entender o que eu sinto. Seria ótimo dizer que eu enxerguei aquilo com meus olhos, mas infelizmente enxerguei com o coração. E talvez isso possa parecer doentio ou possessivo mas eu nunca me senti tão mal. Foi como se eu tivesse perdido o chão em baixo do meu salto alto (haha), eu parei de respirar. Não que meus pulmões tivessem parado de funcionar mas eu não queria que eles funcionassem. Eu gostaria de dizer que estou certa de que não sinto nada ou de que sinto mas não sei o que é isso. Passei da fase de dizer que não queria saber porque agora mais do que quero, eu preciso saber. E enquanto eu não descubro o que habita meu coração continuarei postando pra vocês.. Adoraria dizer que gostaria de postar por um bom tempo mas sou obrigada à dizer ao contrario. Mil beijinhos =*